E Aqueles Que Morreram Sem Ouvir o Evangelho?

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A Revelação Natural e a Revelação Especial de Deus

Texto-chave: Romanos 1.19-20; Salmo 19.1-4; Hebreus 1.1-2

A Bíblia ensina que Deus se revela à humanidade de duas maneiras principais: pela revelação natural e pela revelação especial.

1. A Revelação Natural

A revelação natural é aquela que Deus faz de Si mesmo por meio da criação, da consciência humana e da ordem do universo.

O salmista declara:

“Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos” (Salmo 19.1).

Paulo também ensina:

“Os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas” (Romanos 1.20).

A revelação natural não salva, mas torna Deus conhecido em certa medida. Ela leva o homem a reconhecer que existe um Criador, um Ser Supremo, digno de ser buscado.

2. A Revelação Especial

A revelação especial é a manifestação direta de Deus através das Escrituras, dos profetas e, principalmente, de Jesus Cristo e do Evangelho.

Hebreus 1.1-2 afirma:

“Havendo Deus antigamente falado muitas vezes e de muitas maneiras aos pais pelos profetas, nestes últimos dias nos falou pelo Filho.”

Enquanto a revelação natural mostra que Deus existe, a revelação especial revela quem Ele é, Seu plano de salvação e o caminho da vida eterna por meio de Cristo.

3. Cornélio: Um Exemplo de Quem Respondeu à Revelação Natural

Em Atos 10 encontramos Cornélio, um homem piedoso, temente a Deus e dedicado à oração.

Embora ainda não conhecesse plenamente o Evangelho, ele já havia respondido positivamente à luz que possuía. Deus viu sua busca sincera e enviou Pedro para anunciar-lhe a mensagem de Cristo.

Primeiro veio a busca despertada pela revelação natural; depois veio a revelação especial através da pregação apostólica.

4. O Altar ao Deus Desconhecido no Areópago

Em Atos 17.22-23, Paulo encontra em Atenas um altar dedicado “ao Deus desconhecido”.

Os gregos percebiam, por meio da observação do mundo e da reflexão filosófica, que havia uma divindade superior que ainda não conheciam plenamente.

Paulo aproveita essa busca para apresentar-lhes o Deus verdadeiro revelado em Jesus Cristo.

A revelação natural produziu a procura; a revelação especial trouxe a resposta.

5. O Clamor Macedônio

Em Atos 16.9, Paulo recebe a visão de um homem da Macedônia dizendo:

“Passa à Macedônia e ajuda-nos.”

Aquele clamor representa povos que, de alguma forma, buscavam mais luz espiritual. Deus então envia Paulo para lhes levar o Evangelho.

Mais uma vez vemos o princípio bíblico: Deus conduz a revelação especial àqueles que respondem à luz que receberam.

Conclusão

A revelação natural é suficiente para mostrar que Deus existe e que deve ser buscado, mas não é suficiente para salvar. Para a salvação é necessária a revelação especial do Evangelho de Jesus Cristo.

Por isso, Deus levou Pedro à casa de Cornélio, enviou Paulo ao Areópago e o conduziu à Macedônia. Homens e mulheres que já buscavam a Deus receberam então a plena revelação da graça em Cristo.

A revelação natural desperta a busca; a revelação especial apresenta o Salvador. A primeira aponta para Deus; a segunda revela Jesus Cristo como o único caminho para a salvação. (João 14.6)

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