A Escritura é clara e consistente ao afirmar que a obra redentora de Jesus Cristo foi completa, suficiente e consumada, garantindo a salvação do homem pela graça, não por obras. Abaixo estão versículos centrais que demonstram essa verdade bíblica de forma inequívoca:
📌 A obra de Cristo foi CONSUMADA
“Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.”
(João 19:30)
➡️ Aqui em 19.30, a palavra grega Τετέλεσται (Tetélestai) é uma forma verbal no perfeito indicativo ativo, derivada do verbo teleō, que significa “concluir”, “levar a cabo”, “cumprir plenamente”. Ao ser usada por Jesus na cruz — “Está consumado” —, ela expressa uma ação completa no passado cujos efeitos permanecem para sempre. No uso comum do grego do primeiro século, tetélestai era escrita em recibos comerciais com o sentido de “pago por inteiro”, indicando que nenhuma dívida restava. Teologicamente, isso declara que a obra redentora de Cristo foi finalizada, suficiente e perfeita: a expiação pelos pecados foi plenamente realizada, a justiça divina satisfeita e todas as exigências da Lei cumpridas (cf. Hb 9–10). Portanto, tetélestai exclui qualquer ideia de complementação futura da obra da cruz, afirmando que a salvação foi definitivamente assegurada por Cristo.
Em Cristo, Deus perdoou plenamente todos os nossos pecados e os apagou de forma definitiva, porque a obra da cruz foi completa e suficiente. A Escritura afirma que, pelo sangue de Jesus, temos a remissão dos pecados (Ef 1:7) e que Ele “cancelou o escrito de dívida” que nos era contrário, removendo-o completamente ao cravá-lo na cruz (Cl 2:13–14). Esse perdão não é parcial nem provisório, mas total: Deus lança nossos pecados “nas profundezas do mar” (Mq 7:19), não mais se lembra deles (Hb 8:12) e nos justifica de uma vez por todas pela fé (Rm 5:1). Assim, em Cristo, o crente não vive sob culpa ou condenação, pois seus pecados — passados, presentes e futuros — foram plenamente tratados na cruz, garantindo reconciliação definitiva com Deus e paz permanente diante d’Ele.
📌 Uma única oferta, perfeita e definitiva
“Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre os que estão sendo santificados.”
(Hebreus 10:14)
➡️ Não há continuidade sacrificial, complemento posterior ou fase futura da expiação.
📌 Plena redenção pelo sangue de Cristo
“No qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça.”
(Efésios 1:7)
➡️ A redenção já é posse presente, baseada exclusivamente na graça.
📌 Justificação já realizada
“Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo.”
(Romanos 5:1)
➡️ O texto não fala de uma justificação futura, mas de um estado já consumado.
📌 Cristo fez o que a Lei jamais pôde fazer
“Porque o que era impossível à lei… Deus o fez, enviando o seu Filho…”
(Romanos 8:3)
➡️ A salvação não depende de obediência humana, mas da obra perfeita do Filho.
📌 Salvação perfeita para sempre
“Por isso também pode salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus…”
(Hebreus 7:25)
➡️ O termo “perfeitamente” (completamente) exclui qualquer ideia de salvação incompleta ou em processo expiatório.
📌 Reconciliação já efetuada
“E que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas…”
(Colossenses 1:20)
➡️ A paz com Deus já foi estabelecida na cruz.
📌 Salvação é dom, não complemento humano
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé… não vem das obras, para que ninguém se glorie.”
(Efésios 2:8–9)
➡️ Qualquer doutrina que acrescente fases, méritos ou atos humanos à expiação nega a graça.
📌 Nenhuma condenação resta
“Agora, pois, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.”
(Romanos 8:1)
➡️ Se ainda houvesse algo a ser pago ou purificado, esta afirmação seria impossível.
✝️ Conclusão bíblica
A Bíblia ensina que:
- ✔️ A expiação foi concluída na cruz
- ✔️ A redenção é plena e suficiente
- ✔️ A salvação é pela graça, mediante a fé
- ❌ Não existe expiação complementar, fase posterior ou juízo expiatório após a cruz
“Cristo morreu uma única vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus.”
(1 Pedro 3:18)
