Quando o Homem se Torna, de Fato, imputável de pecado?

YouTube video player

A Bíblia ensina que a culpa do pecado não é imputada a uma pessoa enquanto ela não possui conhecimento moral e consciência da lei moral de Deus, existem alguns textos frequentemente utilizados para sustentar esse entendimento:

1. Romanos 5:13

“Porque até à lei estava o pecado no mundo, mas o pecado não é imputado, não havendo lei.”

Paulo ensina um princípio importante: onde não há conhecimento da lei, não há imputação da culpa da mesma forma que ocorre quando a lei é conhecida e transgredida.

2. Romanos 7:9

“E eu, nalgum tempo, vivia sem lei, mas, vindo o mandamento, reviveu o pecado, e eu morri.”

Muitos intérpretes entendem que Paulo está descrevendo um período de inocência moral anterior à plena consciência da lei, quando ainda não havia responsabilidade pessoal diante do mandamento.

3. Deuteronômio 1:39

“E vossos meninos, de que dissestes: Por presa serão; e vossos filhos, que hoje não sabem distinguir entre o bem e o mal, ali entrarão…”

O texto afirma que aquelas crianças não possuíam discernimento moral suficiente para serem responsabilizadas como seus pais incrédulos.

4. Isaías 7:15-16

“Porque antes que este menino saiba rejeitar o mal e escolher o bem…”

A passagem reconhece um período da infância anterior ao discernimento moral entre o bem e o mal.

Consideração Teológica

Esses textos não ensinam que o ser humano nasce sem natureza pecaminosa. Pelo contrário, passagens como o Salmo 51:5 e Romanos 5:12 são frequentemente citadas para demonstrar a realidade do pecado na humanidade. Contudo, muitos teólogos entendem que existe uma diferença entre possuir uma natureza caída e ser pessoalmente responsabilizado por pecados conscientes. Assim, crianças pequenas seriam vistas como não estando ainda sob a mesma imputação de culpa que recai sobre aqueles que conhecem a vontade moral de Deus e a rejeitam deliberadamente (Romanos 1:20). Por isso, Deuteronômio 1:39, Isaías 7:16, Romanos 5:13 e Romanos 7:9 costumam ser os principais textos usados para defender a ideia de uma condição de inimputabilidade moral na infância.

Sair da versão mobile