A Vítima e o Líder da seita, tratamentos diferentes!

“QUEM POUPA O LOBO,  SACRIFICA AS OVELHAS” – Victor Hugo

Podemos comparar a atuação pastoral à de um médico diante de uma epidemia: ele trata com cuidado os que foram contaminados, mas age com firmeza para impedir que o agente contaminador continue espalhando a doença.

Em 2 Timóteo 2.24-26, Paulo contempla especialmente a pessoa que caiu no erro e foi aprisionada pelo engano. Ela é descrita como alguém que precisa voltar ao conhecimento da verdade e escapar do “laço do diabo”. Por isso, Timóteo deveria corrigi-la com mansidão, paciência e habilidade para ensinar. A finalidade não era derrotá-la em uma discussão, mas recuperá-la espiritualmente.

Em Tito 1.9-11, porém, Paulo se refere aos propagadores do erro: pessoas insubordinadas, enganadoras e interessadas em transtornar famílias inteiras. Diante delas, Tito deveria refutar, repreender e “fazê-las calar”. Essa firmeza não significa violência nem grosseria pessoal, mas impedir que o falso mestre continue utilizando a igreja como plataforma para disseminar sua doutrina.

Assim, não existe contradição entre as orientações dadas a Timóteo e a Tito. Existe uma diferença de pessoas e de responsabilidades:

Em ambos os casos: amor pela verdade e proteção da igreja.

A mesma mão pastoral que acolhe a ovelha ferida precisa empunhar o cajado contra aquele que ameaça o rebanho. Mansidão com o enganado não significa tolerância com o engano; firmeza contra o enganador não significa ausência de amor. O amor cristão procura restaurar a vítima, mas também impedir que o líder sectário continue produzindo novas vítimas.

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