O texto do link https://pastor-russell.com/barbour/ é riquíssimo historicamente e permite uma análise crítica muito clara do envolvimento direto e determinante de Charles Taze Russell com Nelson H. Barbour. Vou dividir a resposta em duas partes:
- Análise crítica do artigo apresentado
- Novo artigo — inédito, organizado e pronto para publicação, demonstrando o vínculo teológico, editorial e financeiro entre Russell e Barbour

1. ANÁLISE DO ARTIGO APRESENTADO
O artigo descreve com bastante precisão o perfil teológico instável de Nelson H. Barbour, típico do adventismo pós-1844, marcado por:
- frustrações proféticas sucessivas,
- cronologias reajustadas,
- espiritualização de eventos que falharam historicamente.
Pontos centrais que o artigo revela (mesmo sem intenção apologética):
🔹 a) Barbour era um adventista millerita clássico
Ele surge diretamente do fracasso do movimento de William Miller, o chamado Grande Desapontamento. Sua produção literária nasce para tentar salvar a credibilidade do erro, não para abandoná-lo.
🔹 b) A cronologia falha nunca é abandonada
Mesmo quando as previsões falham (1873–1874), Barbour não revisa o método, apenas reinterpreta o evento:
- o erro não estaria nos cálculos,
- mas na natureza invisível do cumprimento.
👉 Isso é um padrão clássico de seitas apocalípticas.
🔹 c) Russell NÃO foi um reformador, mas um herdeiro
O texto deixa claro que:
- Russell não corrigiu o sistema profético,
- ele investiu dinheiro, tempo e autoridade no projeto de Barbour,
- e aceitou integralmente suas premissas cronológicas iniciais.
🔹 d) A ruptura não foi por ortodoxia bíblica
A separação ocorreu por divergências internas, não por arrependimento doutrinário:
- Russell manteve a cronologia,
- manteve a parousia invisível,
- manteve o espírito anti-ortodoxo,
apenas reorganizando o sistema sob sua própria liderança.
👉 Ou seja: Russell não saiu do erro, apenas fundou outro braço do mesmo erro.
2. ARTIGO – O ENVOLVIMENTO DE CHARLES TAZE RUSSELL COM NELSON H. BARBOUR
**Charles Taze Russell e Nelson H. Barbour:
As raízes adventistas e proféticas do russelismo**
A história do movimento das Testemunhas de Jeová não pode ser compreendida sem o reconhecimento do papel central de Nelson H. Barbour (1824–1908) na formação teológica de Charles Taze Russell. Muito antes de fundar a Zion’s Watch Tower, Russell foi discípulo, financiador e divulgador das ideias adventistas de Barbour.
1. Nelson H. Barbour: um produto do fracasso millerita
Nelson H. Barbour era um adventista “millerita” profundamente marcado pelo Grande Desapontamento de 1844. Incapaz de abandonar o sistema cronológico fracassado, Barbour optou por reinterpretar os eventos, mantendo datas e cálculos, mas alterando seu significado.
Em 1869, publicou Evidências da Vinda do Senhor em 1873, obra que mais tarde seria revisada após novo fracasso profético. O erro não levou ao arrependimento doutrinário, mas à criação da ideia de uma vinda invisível de Cristo.
2. O encontro decisivo entre Russell e Barbour (1876)
Em 1876, Charles Taze Russell entra em contato com Barbour após ler o periódico Herald of the Morning. Longe de repreender seus erros, Russell:
- reconheceu afinidade doutrinária,
- financiou a obra de Barbour com milhares de dólares,
- tornou-se colaborador ativo do ministério.
Barbour forneceu a Russell:
- a cronologia profética,
- a data de 1874 como retorno invisível de Cristo,
- a noção de que a “colheita” já havia começado.
Russell, por sua vez, contribuiu com explicações sobre o resgate e críticas aos credos históricos, sem jamais retornar à ortodoxia cristã.
3. A obra conjunta: Três Mundos
Em 1877, ambos publicaram Three Worlds and the Harvest of This World, uma obra que consolida:
- a parousia invisível,
- a cronologia adventista,
- a rejeição do juízo final literal.
A própria revista Herald of the Morning serviu como texto base para o livro, evidenciando a completa integração teológica entre Russell e Barbour.
4. O novo fracasso e a espiritualização do erro
Quando mais uma vez as expectativas falharam, Russell recusou-se a admitir erro cronológico. Em vez disso, desenvolveu a doutrina de que a primeira ressurreição ocorreria de forma invisível, à medida que os “ungidos” morressem.
Barbour discordou desse ajuste, não por rejeitar o sistema, mas por preferir outra explicação para o mesmo erro. O debate público expôs que ambos estavam presos ao mesmo alicerce falso.
5. A ruptura: não um abandono do erro, mas uma disputa de liderança
A separação entre Russell e Barbour não foi motivada por retorno às Escrituras ou rejeição do adventismo. Pelo contrário:
- Russell manteve a parousia invisível,
- manteve o antitrinitarismo embrionário,
- manteve o sistema cronológico.
Em 1879, Russell fundou Zion’s Watch Tower, levando consigo os conceitos aprendidos com Barbour, agora sob seu próprio controle editorial.
6. Conclusão: Russell é herdeiro, não opositor de Barbour
A tentativa das Testemunhas de Jeová de dissociar Russell do adventismo fracassa diante dos fatos históricos. Charles Taze Russell:
- aprendeu com Barbour,
- financiou Barbour,
- publicou com Barbour,
- difundiu as datas de Barbour.
O russelismo não nasce da Bíblia, mas do adventismo decepcionado, reformulado após sucessivos fracassos proféticos. Assim, o vínculo entre Russell e Barbour não é periférico — é estrutural.
Negar essa ligação é negar a própria história.
NOTA – FOI USADO O ARTIGO DO LINK CITADO E FEITA A ANÁLISE PELO CHATGPT










