A seguir apresento uma exposição teológica do que os PDFs (“Que Amor é Este?”, Dave Hunt; “O Outro Lado do Calvinismo”, Vance; “Calvinismo Recalcitrante”, Martinez; “O Lado Negro do Calvinismo” Bryson) chamam e criticam como “Determinismo”, mostrando como ele é definido, de onde surge, e por que os próprios PDFs demonstram que esse conceito NÃO é bíblico, mas uma construção filosófico-teológica imposta ao texto bíblico.
Vou organizar em camadas progressivas, exatamente como os livros fazem.
O QUE É O DETERMINISMO EXAUSTIVO
Segundo a análise crítica dos PDFs
Os PDFs usam a expressão determinismo exaustivo para definir a ideia de que:
Deus decreta e causa absolutamente tudo o que acontece,
inclusive:
- pensamentos,
- desejos,
- escolhas,
- fé,
- incredulidade,
- pecados,
- quedas,
- apostasia.
Nada ocorre de outra forma, nem poderia ocorrer.
1. Elementos centrais do Determinismo Exaustivo (segundo os PDFs)
Os PDFs mostram que esse sistema afirma simultaneamente:
- Todas as ações humanas foram decretadas antes da criação
- Nenhuma decisão poderia ser diferente
- A vontade humana é sempre determinada por Deus
- A fé é causada irresistivelmente
- O pecado ocorre por decreto divino
- A história se desenrola exatamente como fixada, sem alternativas reais
➡️ Isso não é apenas soberania, mas causalidade total.
2. Diferença crucial: soberania bíblica × determinismo exaustivo
Os PDFs insistem num ponto-chave:
A Bíblia afirma soberania, não determinismo exaustivo.
Eles explicam que:
- soberania = Deus governa, decide fins, intervém quando quer
- determinismo = Deus causa cada meio, cada decisão e cada ato
Os livros afirmam claramente que confundir essas duas coisas é o erro fundamental do calvinismo determinista.
3. Origem do determinismo exaustivo (segundo os PDFs)
Os PDFs mostram que essa ideia não nasce da exegese bíblica, mas de uma combinação de:
- filosofia estoica (destino inevitável),
- agostinianismo tardio,
- lógica aristotélica aplicada à teologia,
- reação exagerada ao pelagianismo.
Os autores destacam que:
o Novo Testamento nunca define Deus como causa direta de todos os atos humanos.
4. O problema teológico maior: Deus como autor do pecado
Os PDFs tratam este ponto como devastador para o determinismo exaustivo.
Se:
- tudo é decretado causalmente,
- inclusive atos maus,
então:
- o pecado não é apenas permitido,
- é necessitado pelo decreto.
Isso entra em choque direto com:
- Tiago 1.13 – Deus não tenta ninguém
- 1 João 1.5 – nele não há trevas
- Habacuque 1.13 – Deus é puro demais para aprovar o mal
Os PDFs concluem:
o determinismo exaustivo faz de Deus o causador último do pecado, ainda que verbalmente negue isso.
5. Determinismo exaustivo destrói a responsabilidade moral
Outro ponto enfatizado:
Responsabilidade exige possibilidade real de agir de outro modo.
Os PDFs mostram que, sob determinismo exaustivo:
- o homem não poderia não pecar,
- não poderia não rejeitar,
- não poderia não crer (se eleito),
- não poderia crer (se não eleito).
Isso torna:
- juízo injusto,
- advertências teatrais,
- convites vazios,
- arrependimento incoerente.
6. O conflito direto com textos bíblicos claros
Os PDFs mostram que o determinismo exaustivo entra em colisão direta com textos como:
- Dt 30.19 – “Escolhe, pois, a vida”
- Js 24.15 – “Escolhei hoje”
- Mt 23.37 – “Quis eu… e não quisestes”
- At 7.51 – “Resistis ao Espírito Santo”
- Hb 10.26 – “Se pecarmos voluntariamente”
Os autores afirmam:
a única forma de manter o determinismo é reinterpretar ou esvaziar esses textos.
7. Determinismo exaustivo e a redefinição de termos bíblicos
Os PDFs mostram que, para sustentar o sistema, o determinismo exaustivo precisa:
- redefinir “vontade” como decreto oculto,
- redefinir “amor” como decisão unilateral,
- redefinir “graça” como força irresistível,
- redefinir “fé” como efeito mecânico,
- redefinir “em Cristo” como aparência externa.
➡️ Isso não é exegese, mas engenharia teológica.
8. O caso específico da salvação
Segundo os PDFs, no determinismo exaustivo:
- a eleição é incondicional e individual,
- a fé é causada,
- a graça é irresistível,
- a perseverança é automática,
- a apostasia verdadeira é impossível.
Os autores afirmam que isso:
entra em choque frontal com Hebreus, João 15, Romanos 11 e Apocalipse 2–3.
9. O que os PDFs defendem em contraste
Os livros defendem uma leitura bíblica onde:
- Deus é absolutamente soberano
- Deus permite escolhas reais
- Deus governa sem causar todo mal
- A graça é necessária, mas resistível
- A fé é resposta, não efeito mecânico
- Advertências são reais
- O juízo é justo
➡️ Isso preserva:
- o caráter santo de Deus,
- a responsabilidade humana,
- a coerência bíblica.
CONCLUSÃO FINAL (SEGUNDO OS PDFs)
À luz dos PDFs analisados:
🔴 O determinismo exaustivo NÃO é ensino bíblico
🔴 É uma construção filosófica aplicada à teologia
A Bíblia ensina:
- soberania sem coerção,
- governo sem causalidade absoluta,
- graça poderosa sem violência,
- eleição sem fatalismo,
- fé viva, não programada.
Deus reina sobre a história sem transformar pessoas em marionetes.









