O Alcorão menciona Jesus Cristo (ʿĪsā ibn Maryam) 25 vezes, atribuindo-lhe 5 milagres principais. À primeira vista, pode parecer que o Islã possui uma alta consideração por Jesus. Contudo, uma análise cuidadosa revela que o Jesus do Alcorão não é o Jesus histórico, bíblico e apostólico, mas uma releitura teológica posterior, incompatível com o testemunho das Escrituras.
1. O Jesus do Alcorão
📌 Como o Alcorão apresenta Jesus
O Alcorão afirma que Jesus:
- É filho de Maria, mas não Filho de Deus
- É apenas um profeta
- Nasceu de uma virgem
- Realizou milagres somente com permissão de Allah
- Não foi crucificado
- Não morreu
- Não ressuscitou
- Não é Salvador
- Não é Deus
📖 Milagres atribuídos a Jesus no Alcorão (5)
- Falar no berço (Alcorão 19:29–30)
- Criar pássaros de barro (3:49; 5:110)
- Curar cego de nascença e leproso (3:49; 5:110)
- Ressuscitar mortos (3:49; 5:110)
- A mesa que desce do céu (5:112–115)
⚠️ Nota crítica:
Alguns desses milagres não existem nos Evangelhos, mas aparecem em evangelhos apócrifos gnósticos (ex.: Evangelho da Infância de Tomé), o que já levanta sérios problemas históricos e teológicos.
2. Jesus NÃO é apenas profeta — Ele é Deus
A Bíblia não apresenta Jesus como apenas um profeta, mas como o próprio Deus encarnado.
📖 Bíblia
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.”
(João 1:1)
“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós.”
(João 1:14)
“Antes que Abraão existisse, EU SOU.”
(João 8:58)
Aqui Jesus:
- Usa o nome divino YHWH (EU SOU)
- Reivindica eternidade
- Recebe adoração (Mateus 14:33; João 20:28)
📌 Refutação direta ao Alcorão:
O Alcorão nega que Jesus seja Deus (Alcorão 5:72), mas nega exatamente aquilo que Jesus afirmou sobre si mesmo.
3. A autoridade dos milagres: permissão ou identidade?
📖 No Alcorão
Jesus faz milagres “com permissão de Allah”, como um agente subordinado.
📖 Na Bíblia
Jesus realiza milagres por autoridade própria:
“Eu quero, fica limpo.”
(Marcos 1:41)
“Lázaro, vem para fora!”
(João 11:43)
“Eu sou a ressurreição e a vida.”
(João 11:25)
📌 Conclusão:
Na Bíblia, os milagres revelam quem Jesus é.
No Alcorão, os milagres negam quem Ele é.
4. A crucificação: o coração do Evangelho
📖 Alcorão
“Eles não o mataram nem o crucificaram.”
(Alcorão 4:157)
📖 Bíblia
“Cristo morreu pelos nossos pecados.”
(1 Coríntios 15:3)
“Ele foi traspassado por causa das nossas transgressões.”
(Isaías 53:5)
“Está consumado.”
(João 19:30)
📌 Problema fatal do Alcorão:
Sem cruz:
- Não há redenção
- Não há expiação
- Não há evangelho
- Não há salvação
“Sem derramamento de sangue, não há remissão.”
(Hebreus 9:22)
5. A ressurreição: negada no Islã, central na Bíblia
📖 Bíblia
“Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé.”
(1 Coríntios 15:17)
Jesus:
- Morreu
- Ressuscitou corporalmente
- Foi visto por mais de 500 testemunhas (1 Co 15:6)
📌 O Islã não possui:
- Túmulo vazio
- Testemunhas oculares
- Evangelho histórico
6. Jesus no Alcorão é um “outro Jesus”
“Se alguém vos anuncia outro Jesus, que não o que temos anunciado…”
(2 Coríntios 11:4)
O Jesus do Alcorão:
- Não salva
- Não redime
- Não reina
- Não é Senhor
- Não é Deus
Portanto, não é o Jesus da Bíblia, mas uma reconstrução teológica posterior, surgida 600 anos depois, em contradição direta com:
- Os Evangelhos
- Os Apóstolos
- A Igreja Primitiva
- O testemunho histórico
8. Conclusão apologética
✔️ O Alcorão reconhece Jesus, mas nega sua identidade
✔️ A Bíblia revela Jesus, plenamente Deus e plenamente homem
✔️ O Islã aceita partes convenientes e rejeita o coração do Evangelho
✔️ O verdadeiro Jesus é aquele que:
- Morreu
- Ressuscitou
- É Senhor
- É Deus
- É o único Salvador
“Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.”
(João 14:6)









