Ellen Gould White (1827–1915), considerada profetisa pela Igreja Adventista do Sétimo Dia, desenvolveu um sistema doutrinário no qual a obra expiatória de Cristo não foi plenamente concluída na cruz, sendo supostamente finalizada por meio do chamado Juízo Investigativo, iniciado no ano de 1844.
O ensino de Ellen G. White sobre a Expiação
Expiação iniciada na cruz, mas não concluída
Ellen G. White afirma que a cruz foi apenas o início da expiação, e não sua consumação. Segundo ela, Cristo teria entrado no Lugar Santíssimo do santuário celestial em 1844 para realizar a parte final da expiação.
Ela escreve:
“Nosso grande Sumo Sacerdote entrou no lugar santíssimo para efetuar a última parte de Sua obra — purificar o santuário”
(Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 421, Casa Publicadora Brasileira).
E ainda:
“A obra da expiação não estava completa quando Cristo ofereceu Sua vida no Calvário”
(Ellen G. White, Manuscript Releases, vol. 10, p. 157).
Essas afirmações são teologicamente devastadoras, pois negam a suficiência do sacrifício de Cristo na cruz. Tal ideia é uma das heresias mais luciféricas da cristandade!
O Juízo Investigativo e a expiação continuada
Definição adventista
Segundo Ellen G. White, em 22 de outubro de 1844:
- Cristo teria iniciado um juízo celestial;
- Os registros dos crentes estariam sendo examinados;
- A expiação estaria sendo aplicada ou completada apenas aos que forem considerados dignos.
Ela afirma:
“Enquanto o juízo investigativo prossegue no céu, os pecados dos crentes arrependidos estão sendo removidos do santuário”
(Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 483).
E também:
“Cristo entrou no lugar santíssimo… para realizar a obra final da expiação, preparatória para Sua vinda”
(Ellen G. White, Christ in His Sanctuary, p. 95).
Confronto direto com o ensino bíblico
A Bíblia afirma expiação completa e definitiva
A Escritura ensina de forma inequívoca que a obra expiatória foi concluída de maneira plena e final na cruz:
- “Está consumado” (João 19:30)
- “Tendo feito por si mesmo a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade” (Hebreus 1:3)
- “Com uma única oferta aperfeiçoou para sempre os que são santificados” (Hebreus 10:14)
- “Entrou uma vez por todas no Santo dos Santos, havendo efetuado eterna redenção” (Hebreus 9:12)
O autor de Hebreus é explícito ao afirmar que não existe qualquer expiação posterior, nem processo investigativo complementar.
Implicações heréticas da doutrina de White
Negação prática da obra consumada de Cristo
Ao afirmar que a expiação continua após a cruz, Ellen G. White:
- Nega a suficiência do sangue de Cristo;
- Introduz uma expiação progressiva;
- Substitui a certeza da salvação por um sistema de incerteza e medo.
O CACP corretamente afirma:
“O Juízo Investigativo transforma a cruz em um evento provisório e a salvação em algo condicional e instável”
(CACP, Juízo Investigativo — Um Juízo Condenatório, cacp.app.br).
Salvação condicionada ao comportamento humano
White ensina que, durante o Juízo Investigativo, mesmo depois das suas mortes em Cristo, os nomes podem ser apagados do Livro da Vida, dependendo da conduta do crente:
“Os nomes dos que não vencerem serão apagados do livro da vida”
(Ellen G. White, Primeiros Escritos, p. 71).
Isso resulta em:
- Salvação dependente de obras;
- Mérito humano no juízo;
- Negação prática da justificação pela fé.
Isso contradiz diretamente:
- Efésios 2:8–9
- Romanos 5:1
- Romanos 8:1
Dependência de revelação extra-bíblica
A doutrina do Juízo Investigativo não existiu na Igreja durante os primeiros 1800 anos. Ela surgiu para justificar o fracasso profético do movimento milerita em 1844.
O próprio adventismo reconhece que:
- A doutrina depende da autoridade profética de Ellen G. White;
- Não pode ser sustentada exclusivamente pela Bíblia.
(Fontes históricas: George Knight, A Brief History of Seventh-day Adventists, Review and Herald; White Estate, Investigative Judgment, egwwritings.org).
Conclusão apologética
À luz:
- Das Escrituras;
- Da teologia cristã histórica;
- Das próprias declarações de Ellen G. White;
conclui-se que:
✔️ A Bíblia ensina expiação completa, perfeita e definitiva na cruz
❌ Ellen G. White ensina expiação progressiva e incompleta
❌ O Juízo Investigativo é uma doutrina sem base bíblica clara
❌ Trata-se de uma heresia soteriológica, pois altera o fundamento da salvação
Portanto, o ensino de Ellen G. White sobre a expiação e o Juízo Investigativo não é apenas um erro secundário, mas um ataque direto ao coração do Evangelho.
Fontes (todas primárias e verificáveis)
- Ellen G. White, O Grande Conflito, CPB
- Ellen G. White, Primeiros Escritos, CPB
- Ellen G. White, Christ in His Sanctuary, Review and Herald
- Ellen G. White, Manuscript Releases, White Estate
- White Estate, Investigative Judgment, egwwritings.org
- CACP, Ellen G. White e a expiação incompleta, cacp.app.br
- CACP, Juízo Investigativo — Um Juízo Condenatório, cacp.app.br
- Bíblia Sagrada, João, Romanos, Hebreus, Efésios









